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POLÊMICA: Obra milionária paralisada em Nova Mutum

Obra de travessia urbana em Nova Mutum já custou R$ 28 milhões e ainda não foi concluída | Fotos: Divulgação
Quem acompanhou o crescimento das cidades próximas à BR-163 nos últimos anos, sabe da urgência de obras para adequação viária. Em uma parceria entre Governo Municipal, Estadual e prefeituras, algumas obras milionárias foram lançadas em 2008, mas nem todas foram concluídas como em Nova Mutum (239 km ao norte de Cuiabá).

Lá, a obra de travessia urbana, orçada inicialmente em R$ 28 milhões, está paralisada, e o recurso já foi repassado praticamente na sua totalidade. A obra foi lançada no fim da gestão do então prefeito Adriano Piveta com grande expectativa. Porém, enquanto esteve no mandato à frente do Executivo Municipal Lírio Lautenschlager, não conseguiu garantir a conclusão do projeto. Hoje o local é palco de constantes acidentes, deixando pedestres e condutores expostos a riscos iminentes, sem falar no investimento milionário paralisado quando outros setores poderiam estar sendo beneficiados em prol da qualidade de vida da população.

A obra de travessia urbana envolve o trecho que vai do entroncamento da MT-249 ao Parque de Exposição José Ribeiro. No projeto também estava prevista a construção de três trincheiras: uma na MT-249, outra na MT-235 e a terceira deveria substituir o trevo de acesso à Avenida Mutum. Os trabalhos foram lançados no dia 20/12/2007, final do mandato do então Prefeito Adriano Pivetta e tiveram início em 2009. As obras facilitariam o trânsito de veículos e também de pedestres. Nesse sentido, uma reivindicação antiga dos trabalhadores seria atendida, que é a construção de um túnel de passagem para operários de indústrias. À época, o então prefeito Pivetta, classificou as obras como de “extrema importância ao desenvolvimento do município”.

Contrato já está praticamente quitado e agora o DNIT vai liberar mais recursos para a retomada da obra | Fotos: DivulgaçãoA expectativa era de que as melhorias atraíssem novos investimentos por parte da iniciativa privada. Com a instalação de novas empresas aumentaria o número de empregos formais e, consequentemente, a renda da população e a arrecadação de impostos.
O município vizinho, Lucas do Rio Verde, também teve uma obra semelhante, mas com recurso bem mais enxuto. A execução da travessia urbana na BR-163 custou R$ 8 milhões aos cofres públicos e já está concluída. Já em Nova Mutum, a obra que ficou R$ 20 milhões mais cara ainda não foi entregue à população.

Ao contrário das expectativas positivas e dos benefícios esperados, a obra não teve o andamento esperado na gestão seguinte e o sonho virou pesadelo. As obras foram paralisadas após o pedido de impugnação devido ao recurso interposto pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Mato Grosso (Sincop). De acordo com o sindicato, os preços apresentados nas planilhas do Dnit estão defasados em relação ao valor comercializado. Contudo, o órgão ainda não se manifestou a respeito e nenhuma providência foi tomada.

Lírio Lautenschlager, afastado do Executivo municipal por estar em campanha pela reeleição, explica, por outro lado, que o projeto inicial não previa a drenagem de águas pluviais. A drenagem é fundamental para a rodovia, uma vez que o acúmulo de água na pista pode ocasionar acidentes. Assim, foi feito um aditivo ao contrato para as readequações no projeto.

DNIT se cala e abre novo edital

Antes de resolver a questão, o Dnit anunciou que vai abrir licitação no valor de R$ 19.942.408,51 no dia 02/10/2012 para contração de consultoria especializada na elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para as obras de absorção, implantação, pavimentação, adequação de capacidade com melhoria de segurança e eliminação dos pontos críticos da BR-163. Entre os trechos aparece o de Nova Mutum. O que chama a atenção é a realização de um estudo de impacto para uma obra que já está em andamento. O correto seria o estudo basear o projeto executivo a fim de minimizar os transtornos que causaria à população e ao meio ambiente.


Andhressa Sawaris Barboza – Da Redação

Fotos: Divulgação

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