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Os candidatos Rogério Ferrarin e Otaviano Pivetta, que disputam em Lucas

FLÁVIA BORGES
A GAZETA

O empresário Rogério Ferrarin (PMDB) lidera a disputa para prefeito de Lucas do Rio Verde com 42% na primeira rodada da pesquisa de intenção de votos do Instituto Gazeta Dados. Na pesquisa estimulada, situação em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o peemedebista aparece 12 pontos percentuais à frente de seu adversário, o ex-prefeito Otaviano Pivetta (PDT), que figura com 30% das intenções de voto.

A 32 dias das eleições municipais deste ano, o quadro ainda pode ser modificado, já que 26% dos eleitores entrevistados declararam estar indecisos quanto ao voto em 7 de outubro. Votos brancos e nulos somam 2%. Excluídos esses casos, considerando aqueles que já definiram o candidato, a vantagem do peemedebista sobre o segundo colocado sobe para 16,6 pontos percentuais. Ferrarin ficaria com 58,33%, enquanto Pivetta teria 51,66% das intenções de voto.

Registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) sob o número 00191/2012, a pesquisa foi realizada pelo método Survey, com aplicação de questionário estruturado e padronizado a uma amostra representativa do público pesquisado, levando em consideração aspectos socioeconômicos da população, como sexo, idade, escolaridade e renda familiar de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram entrevistados 300 moradores de 11 bairros. Deste total, 96% dos entrevistados são da zona urbana e 4% da rural. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Lucas do Rio Verde tem 31.949 eleitores aptos a votar.

Na pesquisa espontânea, quando não há o auxílio de uma lista de nomes para os eleitores entrevistados, a vantagem de Ferrarin sobre Pivetta continua grande. Neste caso, o empresário aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito figura com 31%, ou seja, uma diferença de 9 pontos percentuais. Neste universo, os indecisos somam 28% no município onde a eleição será definida em um único turno. Brancos e nulos somam 1% do total.

Em quem eles não votam

Além de amargar o segundo lugar tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, Pivetta é também o candidato mais rejeitado para a Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Ele detém 41% de rejeição. Por outro lado, 28% dos eleitores ouvidos nos dias 2 e 3 de setembro afirmaram que não votariam no adversário do pedetista e primeiro colocado na amostragem, Rogério Ferrarin. Nesta situação, 30% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar, enquanto 1% afirmou que pretende votar em branco ou nulo.

Efeito da propaganda

Instituto Gazeta Dados aponta que 65% dos eleitores entrevistados durante a pesquisa afirmaram que ouviram ou assistiram a propaganda eleitoral gratuita, que teve início em 21 de agosto. Outros 35% confessaram não ter conhecimento sobre o programa. Entre os 65% que assistiram ou ouviram, 46% avaliaram que Rogério Ferrarin realizou o melhor programa.

Pivetta foi citado por 36% dos eleitores como sendo o candidato que melhor apresentou a propaganda eleitoral gratuita. Os que não gostaram de nenhum deles são 1%, enquanto 17% se abstiveram. Quando questionados sobre as propostas apresentadas pelos 2 candidatos, 45% dos entrevistados entenderam que Ferrarin se saiu melhor. Outros 36% disseram acreditar que Pivetta apresentou as melhores propostas. Na avaliação, 17% dos eleitores mostraram-se indecisos, enquanto 2% não gostaram das propostas de nenhum dos dois candidatos.

Influência Política 

Mais da metade dos eleitores de Lucas do Rio Verde garante que ter o apoio de personalidades políticas não influencia na hora do voto. Mesmo assim, 35% acreditam que ter o aval do ex-presidente Lula (PT) pode aumentar a chance do candidato. Apenas 1% acredita que ter Lula no palanque pode ser prejudicial. O apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Silval Barbosa (PMDB) pode ser positivo para aumentar a preferência entre o eleitorado. O ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) foi citado por 30% do eleitorado como sendo uma influência positiva para o candidato. A rejeição ao seu nome fica em apenas 1%.

De acordo com 31% dos entrevistados, o candidato que tiver o apoio de Dilma Rousseff tem mais chances de ser escolhido. Quanto a Silval, este percentual cai para 20%. Quanto à rejeição, a presidente petista foi citada por 2% e Silval por 4% dos eleitores. No caso de Dilma Rousseff, 9% não souberam ou não quiseram responder à pergunta sobre a influência e outros 9% avaliaram que tê-la na campanha não muda o voto.

O também senador Pedro Taques (PDT) seria uma boa influência, segundo 7% dos entrevistados. Outros 6% acreditam que sua participação na campanha pode ser prejudicial, enquanto 73% garantem que a figura de Taques não influencia o pleito. Outros 14% se mostraram indecisos.

De outro lado estão as personalidades políticas que, segundo os eleitores de Lucas do Rio Verde, têm maior probabilidade de atrapalhar uma possível eleição do candidato.

Nesta lista estão Jaime Campos (DEM), senador, e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD). Ambos foram citados por 10% dos entrevistados como sendo má influência para o pleito. Nos dois casos, apenas 3% avaliaram como positiva a participação de ambos. Ter Riva como aliado não muda em nada na opinião de 74%, enquanto 13% se mostraram indecisos. No caso de Jaime, o índice de indecisos sobe para 76%.

Outro político que não tem boa avaliação na opinião dos moradores do município é o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). Ele foi citado por 11% dos entrevistados como figura que pode prejudicar o candidato que tiver o peemedebista em seu palanque. Apenas 1% avaliou que Bezerra é uma boa influência.

Neste universo, 77% acreditam que tê-lo por perto não muda o voto dos eleitores, enquanto 11% não souberam ou não quiseram opinar.

Perfil do eleitorado

Na amostragem, o Instituto Gazeta Dados ouviu 51% de eleitores homens e 49% mulheres, sendo 96% de moradores da zona urbana e o restante de comunidades rurais. Deste total, 27% possui mais de 45 anos, 31% tem idade entre 25 e 34. Dez porcento deles chegaram ao ensino superior e apenas 3% afirmaram que nunca estudaram ou são analfabetos. A maioria, 42%, cursou até o ensino médio e 28% concluíram o ensino fundamental.

Com 42% de entrevistados trabalhando na iniciativa privada, 29% de autônomos e 3% de servidores públicos, 70% das pessoas ouvidas durante o levantamento contam com renda familiar de, no máximo, 5 salários mínimos.

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