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Operários ameaçam parar usina Itamaraty

DA ASSESSORIA

Cerca de 600 trabalhadores da unidade das usinas Itamaraty nas cidades de Nova Olímpia e Aricá, interior de Mato Grosso, podem entrar em greve nos próximos dias, paralisando a produção diária de 1.500 metros cúbicos de etanol e duas mil toneladas de açúcar. Nesta segunda (4), os trabalhadores encaminharão à empresa a reivindicação de 8% sobre todas as faixas salariais e o indicativo de greve caso não haja acordo.

Com capacidade de moagem de 6,3 milhões de toneladas de cana por safra, a usina interfere diretamente na economia dos dois municípios. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Fabricação de Álcool, Jacil Benedito Ambrósio, a empresa tem alegado dificuldades financeiras. Mas, de acordo com o sindicalista, os trabalhadores vêm enfrentando seguidas perdas salariais e em 2009, não tiveram reajuste. No ano seguinte, o reajuste ficou em 5.5%, quase o mesmo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi 5.3%; Em 2011, o reajuste foi o mesmo que o índice, 6.3%. Este ano, a classe patronal insiste no reajuste de 6%, apenas um pouco acima do INPC, 4.97%.

Segundo Ambrósio, a Itamaraty está pagando salários altos aos encarregados e mantendo baixos vencimentos para os trabalhadores da linha de produção e tem prometido desde o ano passado um plano de cargos e carreiras.

A Usinas Itamarati é dona de uma área de 67 mil hectares de terras cultiváveis, entre próprias e arrendadas. Em seu site, a empresa anuncia que para a safra 2012/2013, renovou 10.520 hectares de seus canaviais. E que é autossuficiente em energia elétrica, com capacidade de produção de 36 megawatts à partir do bagaço da cana.

Uma greve paralisaria o setor de empacotamento e armazenamento de açúcar, que tem capacidade de embalar 40 toneladas, expedir duas mil e estocar 112 mil.

Já houve sete reuniões de negociação entre patrões e empregados. No início, os trabalhadores reivindicavam 15% mais 3% de reajuste salarial e a empresa ofereceu 6% para quem tem faixa salarial de até R$ 2.500 e 5.5% para quem ganha acima disso. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que baixaram para 8% o pedido de reajuste salarial para todas as faixas salariais. Esta proposta será encaminhada nesta segunda.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Mato Grosso (FETIEMT), Ronei de Lima, comenta que a empresa está intransigente. Segundo ele, as assembleias dos trabalhadores têm sido tranquilas, porém com momentos de tensão, quando ocorreram desentendimentos entre os encarregados e o restante dos funcionários. “A Itamaraty mandou até um gerente geral acompanhar a assembleia e isso mostra a forma truculenta com que vem se comportando na negociação. Mas os trabalhadores não se intimidaram e aprovaram o indicativo de greve”.

Com o envio do comunicado, os trabalhadores cumprem o que estipula a lei, que pede que a greve seja comunicada 48 horas antes. “Esperamos que a empresa acate nossa proposta; entrar numa greve não é nosso objetivo”, diz Lima.

Categorias:CIDADES
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