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Polícia encerra inquérito sobre a morte do maníaco de Luziânia (GO) após laudo confirmar suicídio dentro da cadeia

Luiz Felipe Fernandes
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia
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A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta terça-feira (1) o inquérito que apurou as circunstâncias da morte do pedreiro Adimar Jesus da Silva, 40. A polícia se baseou em quatro laudos periciais e no depoimento de 15 pessoas para indicar que o assassino de sete jovens de Luziânia (GO) se enforcou na cela na qual ficou preso, na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), em Goiânia, em 18 de abril.
As investigações sobre a morte do maníaco ficaram sob a responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil. Foram ouvidos agentes plantonistas que estavam na delegacia no dia em que Adimar se suicidou: a titular da Denarc, delegada Renata Cheim, e presos da cela ao lado em que o pedreiro estava desde que foi transferido do entorno de Brasília para a capital goiana, em 11 de abril.
De acordo com o delegado Sidney Costa e Souza, responsável pelo inquérito, o laudo de exame cadavérico comprova que Adimar morreu enforcado com uma espécie de corda trançada com tiras de tecido. O parecer dos técnicos do Instituto de Criminalística no laudo de confronto de material foi de que o pano usado para fabricar a corda era mesmo do lençol que revestia o colchão que estava na cela.
Também foram solicitados outros dois exames – toxicológico e de dosagem alcoólica. Os laudos revelaram que Adimar não usou nenhuma substância entorpecente, não ingeriu álcool e nem usou veneno para se matar. Segundo o delegado, também não foi encontrada nenhuma lesão interna ou externa no corpo dele que pudesse sugerir que a morte foi provocada por outra pessoa.
Adimar havia sido transferido para Goiânia por questões de segurança. A polícia temia reações violentas da população de Luziânia, onde os assassinatos aconteceram. Ele foi mantido isolado na carceragem da Denarc, mas encontrado morto uma semana depois. A corda minuciosamente trançada foi amarrada no pescoço e na grade de ventilação da cela. Para abafar qualquer som que pudesse emitir, Adimar teria ligado o chuveiro.
“Com os depoimentos colhidos, aliados às provas técnicas, observamos que foi suicídio”, conclui Sidney. Toda a investigação – que durou um mês e meio – foi acompanhada por uma promotora do Ministério Público de Goiás. O inquérito terminou sem nenhum indiciado e, por isso, foi remetido ao poder judiciário com pedido de arquivamento.
Assassino confesso
Desde que havia sido preso, em 10 de abril, Adimar Jesus da Silva confessou ter matado jovens de Luziânia, no entorno de Brasília. Os rapazes, com idades entre 13 e 19 anos, estavam desaparecidos desde o fim do ano passado. O pedreiro deu versões confusas e contraditórias sobre os assassinatos. Numa delas, disse que receberia R$ 5 mil para matar as vítimas.
No fim do mês passado, novas varreduras da Polícia Civil na fazenda Buracão, onde ele enterrou os corpos dos jovens, revelaram que Adimar havia feito sete vítimas. Foi encontrada a ossada de Diego Alves Rodrigues, 13, a primeira vítima do maníaco e que havia desaparecido em 30 de dezembro de 2009.
O caso levantou a discussão sobre a legislação penal e o sistema prisional brasileiros, já que Adimar foi beneficiado com a progressão de pena mesmo com laudos indicando que ele deveria receber tratamento psicológico. Além disso, identidades com nomes diferentes não permitiram à Justiça saber que contra ele havia um mandado de prisão de 2000, por uma tentativa de homicídio no interior da Bahia.
O inquérito sobre as mortes em série estão sob segredo de Justiça. Segundo o delegado responsável por investigar as mortes, Juracy José Pereira, ainda não há novidades sobre possíveis novas vítimas, nem sobre o envolvimento de mais pessoas nos crimes.
Categorias:NACIONAL
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